Imóveis de alto luxo despontam no mercado mineiro

Uma população crescente de milionários vem impulsionando o mercado imobiliário de altíssimo luxo no Brasil. O setor tem potencial para gerar R$ 4,6 bilhões em negócios no país nos próximos cinco anos, segundo levantamento do banco europeu Haliwell Financial Group, especializado em gestão de fortunas. Além da nova classe média brasileira que está consumindo mais, e melhor. Pesquisas recentes apontam que o consumo do mercado de luxo vem crescendo vigorosamente nos últimos anos devido ao crescimento dessa classe que representa hoje 50% da população brasileira.

Em Minas Gerais, não é diferente. Segundo o corretor da RE/MAX Mix, unidade franqueada RE/MAX MG, Marcus Parreiras, o mercado de luxo no Estado também está em ascensão. Entre as cidades que mais apresentam potencial para esse perfil são Belo Horizonte, Nova Lima, Lagoa Santa, Uberlândia, Juiz de Fora, João Monlevade, dentre outras. “Belo Horizonte apresenta grande potencial para a comercialização de imóveis de luxo. O grande desafio nesse nicho é conseguir surpreender, uma vez que são clientes detalhistas, que buscam projetos exclusivos”, informa.

Os diferenciais desses imóveis são localização, terreno, técnicas de construção sustentável, sistema de aquecimento solar, sistema de elevador codificado e guarita blindada, personalização, vedação acústica, sistema de iluminação, monitoramentos remotos, sistema central de ar condicionado e controle remoto individual em todos os ambientes,  spa, fitness, suítes amplas com closet e banheira jacuzzi com hidromassagem, som ambiente, sauna, piscina grande e aquecida, pé direito duplo nas salas, paisagismo e sistemas de iluminação nas áreas externas e jardins.

Os valores dos imóveis de alto luxo vão de R$ 1 milhão à R$ 50 milhões, que já os considerados de altíssimo padrão e conforto. Recentemente aconteceu uma mudança no mercado brasileiro, com mais estabilidade, crescimento, regras jurídicas mais claras e bancos financiando com taxas mais baixas, o que também repercutiu no mercado de alto padrão.

Inclusive, recentemente a Caixa Econômica Federal reduziu suas taxas de juros para a compra de imóveis acima de R$ 500 mil. Para clientes que não possuem relacionamento e conta corrente no banco, as taxas de juros efetivas foram reduzidas de 9,9% para 9,4% ao ano. Para clientes que possuem relacionamento e conta salário na Caixa, as taxas serão reduzidas de 8,9% para 8,4% ao ano.
“Anteriormente, o imóvel era pago no máximo em 36 meses, por isso tinham parcelas altas, de R$ 30 mil mensais. Com financiamentos de prazos mais longos chegando ao entorno de 30 anos, a parcela do imóvel caiu consideravelmente, trazendo um público para quem esse imóvel era inacessível”, destaca Parreiras.

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