Secovi-SP divulga dados do mercado imobiliário em janeiro de 2012

Imóveis de 2 e 3 dormitórios responderam, juntos, por 82,6% do total negociado no mês. Unidades de 2 quartos também foram
 destaque nos lançamentos

O mercado de imóveis novos inicia 2012 com boas perspectivas A venda de unidades residenciais novas na cidade de São Paulo cresceu 28,7% em janeiro, comparado ao mesmo mês do ano passado. Foram comercializados 1.068 imóveis no mês, diante das 830 unidades de janeiro de 2011.

Em valores, o volume movimentado com as vendas aumentou 17,2%, com R$ 504 milhões no primeiro mês deste ano e R$ 430,1 milhões em igual período de 2011. Atualizando o valor negociado em janeiro do ano passado – R$ 460,4 milhões, pelo comportamento do INCC – Índice Nacional de Custos da Construção, da Fundação Getúlio Vargas –, a alta no movimento na comparação dos meses de janeiro foi de 9,5%.

“Apesar da tentação, não é recomendável comparar os resultados de janeiro com os de dezembro último. Há uma diferença técnica por janeiro ser o primeiro mês de sazonalidade baixa. Dezembro, por sua vez, se caracteriza pelo esforço de comercialização para fechamento do ano dentro das metas das empresas”, observa Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Nesse sentido, em período de sazonalidade, a utilização do indicador Velocidade de Vendas ou VSO (Vendas sobre Oferta) de 12 meses proporciona uma visão melhor que o indicador mensal. O VSO de 12 meses, relativo ao período de fevereiro de 2011 a janeiro de 2012, foi de 58,3%, superior aos 57,2% percebidos no ano passado.

Segmentação e lançamentos

Em janeiro, o segmento de 2 dormitórios foi responsável por 43,7% das unidades escoadas (467 unidades) e o nicho de 3 dormitórios, com 415 unidades, participou com fatia de 38,9%. Em síntese, imóveis de 2 e 3 dormitórios responderam, juntos, por 82,6% das vendas em unidades do primeiro mês de 2012.
Os lançamentos residenciais na capital paulista totalizaram 674 unidades em janeiro, com alta de 12,1% em relação às 601 unidades do primeiro mês de 2011. De acordo com a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), 62% das unidades lançadas no mês correspondiam a imóveis de 2 dormitórios (418 imóveis).

Considerações

O efeito sazonal nos resultados de janeiro, assim como em fevereiro, prejudica qualquer análise sobre os dados do mercado imobiliário. De qualquer forma, o ano deve superar os resultados de 2011, que foi bom, mas abaixo das expectativas em relação aos excepcionais registrados nos anos anteriores.
Assim como no cenário econômico nacional, as perspectivas de maior crescimento se concentram no segundo semestre, mais precisamente nos últimos meses de 2012. “A economia provavelmente estará aquecida nesse período, que, tradicionalmente, movimenta em torno de 65% do total comercializado por ano”, considera Petrucci.

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